Prezados (as)
Estamos enviando em anexo dados sobre os quais falamos no III
ENONG.
Em relação à carta de Brasília temos
a comentar o que se segue.
Ítem 1- Os Centros de Tratamento Assistido são serviços
que já se mostraram de grande importância para a
adesão do portador ao tratamento, segundo relato de algumas
ONG e médicos. Cabe às secretarias estaduais de
saúde organizarem estes serviços e promover sua
descentralização. Município de grande porte
e que já estejam em gestão plena também podem
se organizar. Como o PNHV tem grande interesse em que estes centros
funcionem a contento, em reunião que antecedeu o encontro,
entre Dr. Jarbas Barbosa, Dr. Expedito Luna, e Dra. Gerusa Figueiredo,
Grupo Otimissmo e NAPHE, ao sermos informados de que alguns serviços
alegam até falta de geladeira para este fim, nos propusemos
a fornecer este aparelho e algus insumos necessários, dado
que todo o restatne para o seu estabelecimento está centrado
em recursos humanos, com funcionários estaduais e muncipais.
Por outro lado, O PNHV vai, junto aos coordenadores estaduais,
mapear estes Centros e realizar gestões junto às
SES para que se cumpra a portaria que prevê: aqueles pacientes
que estiverem em tratamento com interferon peguilado devem ter
suas doses semanais aplicadas em serviço especialmente
identificado para tal fim pela Secretaria Estadual de Saúde.
Assim, as ampolas ficarão em poder dos serviços
já mencionados e não dos pacientes em tratamento.
Para facilitar o trabalho dos serviços identificados, sugere-se
que os pacientes sejam agrupados e previamente agendados para
a aplicação do medicamento.
Está atachado planilha com os municípios em gestão
plena de todo o território nacional.
Ítem 2 e 3 - Estamos anexando neste momento um PAT qualitativo,
dado que o maior detalhamento será feito por toda SVS em
janeiro. Lembramos que o recurso de VIGISUS II de 2004 só
foi aprovado pelo senado no mês de novembro, fato pelo qual
a SVS estará reprogramando parte de suas atividades de
2005 com este dinheiro. O orçamento relativo ao TESOURO
está na Câmara dos Deputados para ser aprovado na
íntegra ou com cortes. Para o PNHV foi enviado um montante
de 6 milhões de reais. Não estão inclusos
aí, vacina contra hepaties B e A (que vai pelo Programa
Nacional de Imunizações/DEVEP/SVS, junto com o conjunto
de todas as vacinas), kits diagnósticos de sorologia e
biologia molecular (que vai pela Coodenação dos
Laboratórios/DEVEP/SVS), além de medicamentos (C
& T e insumos estratégicos) e o recurso a ser repassado
aos estados pela SAS, em cima de faturamento de procedimentos,
entre outros.
Esta é uma boa hora para trabalhar junto aos deputados
para que não ocorram cortes.
Ítem 4 - Entendemos que houve um avanço durante
o encontro na questão da representatividade do movimento
social e, como havíamos combinado, ao enviarmos o PAT detalhado
no final de janeiro, faremos indicação de quais
atividades propomos a participação das ONG. A partir
daí, vocês também se posicionam. Sem dúvida
campanhas publicitárias estão entre estas atividades.
Ítens 4 - Já foi enviado ao Núcleo de Comunicação
da SVS a data do dia Internacional da Hepatite C. Penso que a
representação do movimento social já poderia
começar a se articular para que no 1º trimestre pudéssemos
dar andamento a esta atividade.
Ítem 5 - A campanha que já está pronta será
veiculada no 2º quinzena de março. A idéia
de uma campanha logo em seguida precisa ser amadurecida para verificar
sua pertinência, dado que é necessário avaliarmos
o impacto da primeira, com o objetivo de redirecionarmos a mensagem,
caso necessário, focar em grupos específicos, ou
até insistirmos na mesma estratégia.
Ítem 7 - A portaria 863 e 860 foram revistas pelo Comitê
Assessor e embreve será publicada.
• Intercambialidade de interferosn - deverá ser resolvida
ao se finalizar a ata de preços por tratamento. Assim os
estados poderão comprar através da ata de preços
nacional o montante de X tratamentos completos, cujo cronograma
de distribuição estará explicitado no contrato
firmado entre a Secretaria e o fabricante.
• Medicamentos de última geração -
a única droga nova no arsenal terapêutico das hepatites
B e C crônicas, já aprovada pelo FDA e ANVISA, foi
o adefovir para paciente portadores do vírus da hepatite
B com cepas mutantes à lamivuidna. Este medicamento foi
incluído na revisão da portaria 860. O PNHV pretende
fazer reuniões semestrais com o Comite Técnico Assessor
com o intuito de estar atualizando protocolos frente aos avanços
tecnológicos comprovados.
• Tratamento de efeitos colaterais - a portaria 1318, que
discrimina as medicações para o tratamento para
as hepatites B e C crônica, além da imunoglobulina
hiperimune de hepatite B, também contém a eritropoetina
e o granulokine. Entretanto, não estão contemplados
os CID (Classificação Internacional de Doenças)
das hepatites B e C crônicas para sua utilização.
A SVS faz parte da Câmara Técnica de Medicamentos
Estratégicos, que foi criada pela portaria nº 1.652
de 11 de agosto de 2004 junto à Secretaria Executiva do
MS, que tem por finalidade avaliar e definir as possíveis
pactuações para as ações referentes
ao suprimento de medicamentos integrantes do Programa de Medicamentos
Estratégicos. O PNHV vai levar a necessidade desta inclusão
neste fórum e demonstrar seu custo benefício.
• Renais crônicos, hemofílicos e co-infectados
HIV/HCV já estão contemplados na portaria 863 em
situações especiais nos ítens a, c e f e
serão mantidos com as revisões necessárias
na nova portaria.
• Os sub ítens 5 e 8 do ítem 7 parecem estar
contraditórios, à medida que um reinvindica autonomia
para os Centros de Tratamento Assistido para aplicá-lo
no local ou dar ao paciente e o outro que se enfatize ser a aplicação
um procediemento hospitalar. Lembramos que a redação
atual de procedimento hospitalar é um dos argumentos para
que pacientes que possuam planos de saúde possam receber
a medicação necessária através do
plano.
• Controle de gastos e efetividade de resultados - Bastante
necessários e já reinvindicados, mas estando na
dependência da revisão de vários sistemas
de informação existentes. O PNHV entende que deve
haver um sistema informatizado de dispensação de
medicamento articulado com outro de exames de biologia molecular.
Isto propiciará um melhor planejamento de compra, evitará
desvios e permitirá que seja seguido o algorítmo
de BM, que deve estar de acordo com o protocolo do PNHV, além
de poder dimensionar a resposta virológica sustentada em
nosso meio.
• Tratamento multidiciplinar - será incluída
na redação, dado que há unanimidade no reconhecimento
da importância de equipe no atendimento aos pacientes. Lembramos,
no entanto, que a política de recursos humanos é
definida em cada unidade da federação.
Ítem 8 - Encontro das ONG - previsto no orçamento
do PNHV verba para sua execução.
Ítem 9 - Procedimentos -tabela SIA/SUS - Solicitamos que
nos seja enviada a carta de Brasília por meio eletrônico
para que possamos enviar à Secretaria de Atenção
à Saúde.
Ítem 10 - Convite às ONG para eventos estaduais
e municipais que constem a participação do PNHV
- Nas supervisões que o PNHV faz a estados temos procurado
fazer reuniões com as ONG locais. Eventos estaduais ou
municipais, o PNHV vai a convite das secretarias.
Finalizando, a equipe do PNHV deseja a todos vocês um feliz
natal junto aos seus entes queridos, familiares e amigos, e um
2005 com muitas novas conquistas e saúde.
OBS. Este primeiro arquivo contém os CTA que fazer sorologia
para as hepatites B e C. Os qe estão achuriados em amarelo
já foram capacitados
<<Lista de CTA - Geral B e C só B só C - marcados
para a 1ª capacitação.xls>>
<<municípios em Gestão Plena Brasil.xls>>
Este arquivo abaixo contém os médicos que foram
capacitados no treinamento para o nível II. Não
estão incluídos ainda os médico do estado
do Maranhão, onde foi feito a mesma capacitação,
por ainda não dispormos do cadastro completo dos participantes.
Gerusa Figueiredo
Programa Nacional de Hepatites Virais
Ministério da Saúde
Esplanada dos Ministérios, bloco G
sobreloja sala 159 cep:70058-900
fone: (61) 315-2340