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INTERFERON PEGUILADO - PEGASYS

ESTUDO APRESENTADO NA SEMANA DO APARELHO DIGESTIVO – DDW – REALIZADO EM ATLANTA – ESTADOS UNIDOS

Estudo apresentado hoje (22/05/2001) na Semana do Aparelho Digestivo, mostra a superioridade do interferon peguilado sobre o interferon convencional.

O estudo foi realizado usando Pegasys (Roche) combinado com a ribavirina com o objetivo de se comparar os resultados com o tratamento padrão atual com interferon e ribavirina.

Neste estudo clínico que comparou eficácia e segurança de Pegasys associado à ribavirina com o tratamento padrão de interferon com ribavirina, a combinação usando Pegasys alcançou 56% de resposta virológica sustentada comparada a 45% conseguidos pela combinação interferon convencional e ribavirina, que até este momento tem sido considerado como o padrão internacional para tratamento da hepatite C.

Mesmo em grupos de pacientes onde a resposta terapêutica sabidamente é difícil de ser atingida (pacientes com subtipo ou genótipo 1), a combinação Pegasys mais ribavirina atingiu 46% de resposta virológica sustentada contra 37% nos pacientes que receberam interferon alfa com ribavirina.

Eficácia pode ser observada no início do tratamento

O estudo também demonstrou que logo nas primeiras semanas de tratamento (após 12 semanas), a grande maioria dos pacientes cronicamente infectados pelo vírus da hepatite C (86%) apresenta uma expressiva resposta a Pegasys mais ribavirina, seja pela drástica queda na carga viral ou até mesmo sem a presença de vírus detectável no sangue. Esta resposta precoce mostrou-se preditiva para aqueles que terão maior probabilidade de se tornarem respondedores virológicos sustentados 24 semanas após completarem o período de tratamento, o que foi observado na maioria (65%) dos pacientes.

“Estas são excelentes notícias para os pacientes, que saberão mais cedo se o tratamento está sendo bom para eles e se sua continuidade trará benefícios. Nós teremos a possibilidade de descontinuar a terapia na metade do tempo que fazemos atualmente, caso ela não esteja produzindo respostas. Isto significará vantagem para o paciente e economia significativa caso a terapia esteja sendo ineficaz.”, disse o Dr. Graham Foster, consultor em hepatologia do Imperial College of Science, Technology and Medicine do Hospital St. Mary em Londres.

Eficácia superior com menos efeitos adversos
Uma das dificuldades com as terapias que usam interferon tem sido seu elevado nível de efeitos colaterais. Os médicos ficam particularmente atentos à depressão que ocorre com certa freqüência. Este estudo demonstrou que pacientes tratados com Pegasys e ribavirina apresentam significativamente menos depressão (21%) do que aqueles tratados com interferon alfa e ribavirina (30%).

Além disso, a síndrome gripal (caracterizada por manifestações semelhantes a uma gripe, como dor de cabeça, dores no corpo, mal estar generalizado), outro efeito colateral comum à terapia com interferon, também mostrou-se reduzido naqueles pacientes que receberam Pegasys e ribavirina.

“A conclusão é que agora temos uma terapia altamente eficaz que os pacientes podem tolerar ”, afirma o Dr. Michael Fried, professor associado de medicina e diretor da Hepatologia Clínica na Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill. “Os resultados deste estudo são bem-vindos para médicos e certamente para os pacientes ”, complementa Dr. Fried.

Os resultados deste importante estudo foram apresentados hoje de manhã pelo Dr. Fried durante o congresso DDW em Atlanta, EUA.

Sobre Pegasys

Pegasys, e o nome comercial do interferon peguilado alfa-2a de 40 kDa a ser utilizado nos EUA, é uma forma única de interferon peguilado ramificado. Seu tamanho (40 kDa), aliado ao fato dele ser ramificado e de possuir ligações químicas covalentes, resultaram num medicamento verdadeiramente de dose única semanal. Além disso, a droga será convenientemente comercializada em solução pronta para uso, dispensando as inúmeras etapas de preparação inerentes à apresentação em pó liofilizado comum em diversas marcas de interferons convencionais.

Matéria publicada pelo Grupo Otimismo: www.hepato.com