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Interferon
ajuda a prevenir Câncer no Fígado em Pacientes com HepatiteC
9 de Agosto, de 1999
The Medical Tribune
Pacientes com Hepatite C tratados com Interferon, reduziram
astaxas de câncer no fígado, mesmo quando o tratamento não eliminou
a doença.
Reportaram os pesquisadores Japoneses.
Uma estimativa de 4 milhões de pessoas nos Estados Unidos
tem o vírus da Hepatite C e três quartos delas vão desenvolver
a doença de forma crônica, o que pode causar falha hepática e
morte, em casos mais sérios, de acordo com o Instituto Nacional
de Saúde de Bethesda, Md.
As complicações da hepatite C matam cerca de 9 mil americanos
por ano, de acordo com o Instituto Nacional de Doenças Alérgicas
e Infecciosas. O instituto estima que na falta de terapias melhores
para a infeção, a taxa de mortalidade irá triplicar até o ano
2015, ultrapassando a taxa anual da morte por AIDS.
Cicatrizes e cirroses hepáticas causadas pelo vírus aumentam
as possibilidades do paciente em desenvolver câncer do fígado.
O tratamento com o Interferon e outra droga chamada Ribaverina,
eliminam a Hepatite C em 40 por cento dos pacientes.
Tentando saber se o tratamento com interferon diminuiu o
risco de câncer para pessoas com Hepatite C, pesquisadores liderados
pelo Dr. Haruhiko Yashida, da Universidade de Tóquio, analisaram
os históricos médicos de 2.890 pacientes Japoneses, num estudo
que se iniciou em1986. Destes indivíduos, 2.400 receberam Interferon
enquanto 490 não receberam nada. A eficácia do Interferon no tratamento
da hepatite aumentou somente nos anos recentes, o que explica
porque alguns dos pacientes não foram tratados.
Durante o acompanhamento por mais de quatro anos, notou-se
que o tratamento com Interferon reduziu o risco de câncer do fígado
pela Hepatite C, em 48 por cento dos pacientes, mesmo por entre
aqueles que não se curaram através da droga.
Os pesquisadores também notaram que
as pessoas que responderam bem ao Interferon, se beneficiaram
com 80 por cento de menor risco em desenvolver o câncer do que
aqueles que não receberam
tratamento nenhum, matéria que foi publicada na edição de Agosto
dos Anais da Medicina Interna.
Uma coisa é suspeitar de alguma coisa e outra é prová-la.
Este estudo prova que o Interferon diminui o risco de câncer no
fígado" – afirma o hepatologista Dr. Bruce R.Bacon da Saint
Louis University School of Medicine, em Saint Louis. Quase 70
por cento dos pacientes examinados
pelo Dr.Bacon, um especialista do fígado, sofrem de hepatite
C, a maior causa dos transplantes de fígado dos Estados Unidos.
O estudo japonês deveria motivar pacientes com Hepatite C
a discutir o Interferon com seu especialista, se já não o fizeram,
diz Bacon.
Muitos pacientes tem um medo desnecessário dos sintomas de
gripe forte que pode afligir as pessoas que tomam o Interferon
por um período de seis meses,acrescentou.
Muitos casos de Hepatite C nos Estados Unidos são devidos
a transfusões de sangue na década passada, uma condição que não
mais representa grandes riscos, de acordo com o Centro de
Controle de Doenças e Prevenção de Atlanta. No entanto,
há controvérsias sobre a facilidade da disseminação da doença
e muitas pessoas que têm o vírus não sabem que estão infectadas.
Annals
of Internal Medicine (1999;131174-183)
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