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Como proteger
o fígado
Vamos enumerar alguns suplementos que poderão ser úteis na prevenção e na recuperação das afecções referidas. Assim, além
de uma alimentação equilibrada, existem alguns nutrientes No que respeita
aos minerais, o selénio, devido às suas características Suplementos como a lecitina e os factores lipotrópicos (colina, inositol e L-metionina) têm apresentado bons resultados na prevenção da esteatose hepática ("fígado gordo"), da destruição das células hepáticas e ajudam a proteger o fígado dos excessos alcoólicos. O ácido lipóico é também recomendado por muitos nutricionistas no tratamento de inflamações hepáticas, devido ao facto de actuar como desintoxicante no fígado, protegendo-o do álcool e da exposição a metais pesados. Existem também alguns aminoácidos que actuam beneficamente sobre o funcionamento do fígado. De entre eles, destacam-se a taurina, o SAM-e (A-Adenosil Metionina), o NAC (N-Acetil-Cisteína) e os BCAA (Aminoácidos de Cadeia Ramificada). No que respeita
ao sistema hepatobiliar (fígado e vesícula biliar), as plantas
medicinais exercem três tipos de acções principais:
a colerética, a colagoga e a de protecção da célula
hepática. As plantas de acção colerética ajudam
a aumentar a quantidade de bílis segregada pelo fígado.
A bílis fica armazenada na vesícula biliar, até que
a passagem dos alimentos provoque o seu esvaziamento para o intestino.
Ajudando a aumentar a produção de bílis, as plantas
com propriedades coleréticas descongestionam o fígado e
favorecem a digestão. Este tipo de plantas é especialmente
usado em alterações hepáticas. O cardo mariano
("Silybum marianum") é uma das plantas mais utilizadas
nas afecções hepáticas, devido ao facto de proteger
a célula hepática, com resultados cientificamente comprovados,
pelo que é usado na composição de muitos preparados
farmacêuticos. O seu princípio activo, a silimarina, ajuda
a regenerar as células hepáticas danificadas por substâncias
tóxicas, como o álcool, entre outras. As sementes dos frutos,
as folhas e a raiz desta planta Tal como o cardo mariano, a alcachofra ("Cynara scolymus") faz parte da composição de diversos fármacos, devido às suas propriedades (colerética e antitóxica) sobre o fígado. Esta planta auxilia também o processo digestivo. Os princípios activos da alcachofra concentram-se sobretudo nas folhas, mas também se pode utilizar o caule, os capítulos florais e as raízes. Pode tomar a alcachofra em infusões, sumo (das folhas) ou cápsulas. O Dente-de-leão ("Taraxacum officinale"), rico em vitamina A, B, C e D, é uma das plantas mais activas sobre a função biliar, pois é ao mesmo tempo colerética e colagoga, pelo que é usada na insuficiência hepática, hepatite e cirrose. Usa-se normalmente as folhas e a raiz, tanto em sumo fresco como em infusão. É também comum sob a forma de cápsulas. Outras plantas como o boldo ("Peumus boldus") e o rábano ("Raphanus sativus"), Devido às suas propriedades coleréticas e colagogas, são utilizadas, como as plantas acima referidas, nas doenças do fígado. O boldo pode ser tomado em infusão (folhas) ou em cápsulas. O rábano (ou rabanete) pode ser comido cru, em saladas, por exemplo, ou em sumo fresco. Todos estes suplementos que a natureza nos oferece, juntamente com uma dieta equilibrada, podem ajudar nas patologias descritas. Contudo, deverá ter em mente que as doenças hepáticas são graves, pelo que a opinião médica é imprescindível. Relembro,
mais uma vez, a importância dos cuidados alimentares: não
deve ter por regra uma alimentação desmedida e desregrada.
Existem ainda algumas medidas preventivas a realçar. Evite comportamentos
de risco (drogas ilegais), Pratique sexo seguro e crie bons hábitos
de higiene. Pode também vacinar-se contra a hepatite B e hepatite
A. Vitaminas
importantes
A função
do fígado é essencial a cada uma das células do
corpo e afeta todos os nutrientes, grandes e pequenos,inclusive os micronutrientes
- as vitaminas e os minerais. Doenças do fígado podem
causar impacto direto sobre as vitaminas, causando dificuldades na digestão,
nos intestinos ou no armazenamento e no processamento delas, uma vez
que sejam absorvidas pela corrente sanguínea. É muito importante saber e compreender as funções das vitaminas em organismos que apresentam disfunções do fígado. E isso vai ajuda-lo a estabelecer uma dieta adequada à sua condição. Vitaminas importantes em doenças do Fígado
Tiamina: Quando expostas ao álcool, as células intestinais não são capazes de absorver a tiamina, a não ser em altas concentrações, como em suplementos. Uma dieta rica em tiamina é importante, porém pode não ser suficiente para reverter a deficiência desta vitamina. Parar de beber e acrescentar a tiamina como suplemento prescrito pelo médico, pode auxiliar a normalizar os níveis de tiamina no organismo. Vitamina
B6: O metabolismo do álcool pode levar a uma deficiência
de vitamina B6, deslocando-a de sua proteína protetora, causando
sua destruição. A vitamina B6 é importante para
metabolizar as proteínas, para as funções mentais
e produção de células vermelhas, entre outras funções. Vitamina B12: Na presença do álcool, a absorção da vitamina B12 fica comprometida. Pessoas com doenças hepáticas provocadas pelo álcool podem sofrer desta deficiência e requerem uma suplementação bem como uma dieta rica em vitamina B12. Folato
(Folacina): A presença do álcool faz com que o organismo
solte a folacina na corrente sangüínea. Vitamina D: O álcool faz com que as células do fígado se tornem ineficientes para ativar a vitamina D, possivelmente causando deficiência e aumentando o risco de osteoporose. Fontes
de vitamina D: sardinhas, cavalinha, salmão, camarão e
leite fortalecido. No entanto os suplementos de vitamina D podem causar
megadoses e são perigosos para o fígado, principalmente
sse suas funções estiverem comprometidas. A suplementação
de vitamina D superior a 1.800 IU ou 45 mcg/dia pode ser tóxica
e deve ser evitada.
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